Lançado em 20 de maio de 2014 pela, reviveu a franquia em uma época dominada por FPS genéricos e focados apenas no multiplayer. Apostando em uma campanha single-player intensa, cinematográfica e emocional, o jogo transformou B.J. Blazkowicz em um protagonista humano, traumatizado e vulnerável, enquanto mergulhava o jogador em uma realidade alternativa onde os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial.
Além dos combates frenéticos, The New Order chamou atenção pela narrativa madura e pela ambientação opressora. Entre as curiosidades mais marcantes estão as músicas fictícias em alemão criadas pela para simular a cultura pop do universo alternativo, além do famoso “Pesadelo”, easter egg que recriava fases clássicas de dentro do jogo.
A trilha sonora de também virou destaque por usar sintetizadores antigos, fitas cassete e sons distorcidos para criar o clima industrial e brutal que ajudou a transformar o game em um dos FPS mais marcantes da década.
Aqui estão algumas curiosidades fascinantes sobre o desenvolvimento e os bastidores de Wolfenstein: The New Order, mostrando o nível de detalhe e a vivência técnica que a MachineGames injetou no projeto:

1. Uma Trilha Sonora Pop… de uma Realidade Alternativa
Como os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial e dominaram o mundo, eles também assumiram o controle da cultura pop nos anos 60. Para deixar o universo do jogo incrivelmente imersivo, a Bethesda criou uma gravadora fictícia chamada Neumond Recording Co. e gravou músicas pop e rock reais dos anos 60 traduzidas e adaptadas para o alemão.
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Há versões inspiradas nos Beatles, Beach Boys e músicas de protesto, todas com letras que exaltam o regime ou se adequam à censura da época. Os vinis dessas músicas podem ser encontrados escondidos pelos cenários do jogo.

2. O Segredo Comercial Alemão: Por que Texturas de Concreto?
Se você prestar atenção na arquitetura do jogo, quase todo o mundo foi reconstruído com um concreto cinzento, brutalista e colossal. O enredo justifica essa rápida expansão nazista com uma explicação técnica: eles descobriram um segredo arqueológico que os permitiu criar um “superconcreto” de secagem ultrarrápida. No entanto, a resistência descobre que esse concreto sofre de uma falha geológica: ele apodrece com o tempo devido a um tipo de mofo, o que serve como uma metáfora visual para a própria decadência interna do regime.

3. Wolfenstein 3D Escondido no “Pesadelo”.
A MachineGames incluiu um dos easter eggs mais nostálgicos da história dos games. Se você for até o último andar do esconderijo da resistência (o Kreisau Circle) e interagir com um colchão no chão, Blazkowicz aceitará dormir e terá um “pesadelo”. Esse pesadelo transporta o jogador diretamente para a primeira fase do clássico Wolfenstein 3D de 1992, mantendo os gráficos pixelados originais e as paredes azuis de labirinto, mas permitindo que você jogue usando as armas e as mãos modernas do jogo atual.

4. O Dublador que Deu Alma a B.J. Blazkowicz.
Antes de The New Order, Blazkowicz era apenas um soldado genérico que gritava e atirava. O dublador americano Brian Bloom foi o grande responsável por mudar isso. Ele trabalhou junto com os roteiristas para criar aqueles monólogos internos poéticos, sussurrados e quase inaudíveis. Bloom explicou que queria que a voz de B.J. soasse como a de um homem que operou tantas vezes na surdina e viu tantos horrores que sua mente se tornou um santuário silencioso de exaustão e resiliência.

5. A Mudança Drástica na Censura Alemã.
Devido às leis extremamente rígidas da Alemanha na época do lançamento em relação a símbolos de organizações inconstitucionais, a versão alemã do jogo passou por uma cirurgia visual e de roteiro pesada. Todas as suásticas foram substituídas pelo logo oficial do jogo (a letra “W”), e o termo “Nazista” nunca é dito na dublagem local, sendo substituído por “O Regime”. Curiosamente, foi um dos primeiros jogos com essa temática a ser distribuído legalmente no país após essas adaptações cirúrgicas na localização.
6. Mick Gordon e a Proibição de Guitarras.
O compositor Mick Gordon (que mais tarde usaria essa mesma experiência para revolucionar a trilha de DOOM) revelou que, no início do projeto, a MachineGames o proibiu de usar guitarras elétricas tradicionais na trilha sonora, pois achavam que era um clichê de jogos de tiro.
Para contornar isso e criar o som industrial e opressor do jogo, Mick começou a destruir o sinal de áudio usando amplificadores velhos, sintetizadores analógicos soviéticos e gravadores de fita cassete quebrados. Quando ele finalmente apresentou uma faixa com uma guitarra completamente distorcida e processada eletronicamente que parecia uma serra elétrica mecânica, os desenvolvedores adoraram e abriram exceção.
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