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EA Games é eleita a pior empresa dos Estados Unidos pelo segundo ano consecutivo – saiba o motivo

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A Electronic Arts (EA), uma das maiores publishers da indústria de games, já enfrentou uma das piores crises de imagem de sua história. Em 2012 e 2013, a empresa foi eleita a “pior empresa dos Estados Unidos” em uma votação popular realizada pelo site Consumerist. Anos depois, o ex-CEO Peter Moore voltou a comentar o assunto — e apontou um motivo curioso: o final controverso de Mass Effect 3.

Durante uma palestra recente, Moore relembrou o período turbulento e afirmou que a forte reação negativa ao desfecho de Mass Effect 3 teria contribuído diretamente para a má reputação da EA na época. O RPG da BioWare, lançado em 2012, recebeu críticas intensas de fãs por causa do final considerado insatisfatório, gerando protestos massivos na comunidade e obrigando a desenvolvedora a lançar uma atualização para expandir a conclusão da história.

No entanto, muitos jogadores acreditam que a explicação não é tão simples assim.

Por que a EA foi considerada a pior empresa dos EUA?

A primeira vez que a Electronic Arts foi eleita a pior empresa dos Estados Unidos aconteceu em 2012, quando a publisher superou o Bank of America com cerca de 64% dos votos. Embora o final de Mass Effect 3 tenha gerado enorme debate na comunidade gamer, ele foi apenas um dos fatores que alimentaram a insatisfação do público.

Na época, a EA já acumulava críticas relacionadas a políticas agressivas de monetização, DLCs lançados junto com o jogo, além da reputação de fechar estúdios de desenvolvimento.

A situação piorou ainda mais em 2013, quando a empresa repetiu o “título” de pior companhia do país com 77,5% dos votos, tornando-se a primeira a receber essa classificação por dois anos consecutivos. Grande parte da revolta dos jogadores naquele período estava ligada ao lançamento problemático de SimCity (2013).

O jogo exigia conexão permanente com a internet, mas os servidores não suportaram a demanda no lançamento. Muitos jogadores simplesmente não conseguiam acessar o game que haviam comprado, o que gerou críticas massivas e memes na comunidade gamer.

Microtransações e polêmicas também afetaram a imagem da EA

Além dos problemas técnicos de SimCity, a EA também enfrentava críticas constantes por outras decisões corporativas. Entre os principais pontos de reclamação estavam:

  • Microtransações em jogos de preço cheio

  • O controverso Online Pass, que cobrava taxas para acessar recursos online de jogos usados

  • Encerramento de servidores de jogos mais antigos

  • Estratégias de monetização consideradas agressivas

Curiosamente, o próprio Peter Moore reconheceu parte desses erros em seu livro “We Can Do Better”, citando problemas como erros de precificação, desligamento prematuro de servidores e o fracasso do lançamento de SimCity.

A tentativa de mudar a imagem da Electronic Arts

Na mesma entrevista, Moore comentou que aquele período o incentivou a usar o Twitter como uma forma de humanizar a marca e dialogar diretamente com os jogadores. A estratégia buscava aproximar a empresa da comunidade gamer e reduzir a percepção negativa em torno da publisher.

Segundo ele, a mesma abordagem de comunicação também foi utilizada posteriormente durante sua passagem como CEO do Liverpool FC. Ainda que os resultados não tenham sido exatamente os esperados, Moore afirma que a tentativa de reconstruir a reputação da empresa era necessária naquele momento.

Mesmo anos depois, o episódio continua sendo lembrado como um dos maiores momentos de crise de reputação da Electronic Arts — e um exemplo clássico de como decisões corporativas podem impactar diretamente a relação entre empresas de games e a comunidade de jogadores.

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